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Archive for 4/15/12 - 4/22/12

Síria: Usuários de Facebook arrastados para a morte 2.0

Os crimes hediondos em série praticados diariamente e abertamente pelo regime sírio, ultrapassaram as fronteiras da imaginação e invadiram o cyberespaço. Pelas redes sociais, hackers pró-Assad roubam informações que já levaram milhares de pessoas comuns à prisão arbitrária, tortura, mutilação e morte.


Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 20 de Abril de 2012 - 10h40 GMT-3



Em Maio de 2011, o regime sírio percebeu que (o que era para ficar encoberto) estava sendo observado e compartilhado em todo o mundo com a ajuda de ativistas de direitos humanos nas redes sociais: Os massacres da população civil de seu próprio país, pelas forças do próprio governo recebendo ordens expressas (sob pena de morte no caso de não-cumprimento) enviadas pela alta cadeia de comando do governo do presidente Bashar Al-Assad.

Enquanto o presidente Bashar Al-Assad concedia entrevistas desmentindo as denúncias de crimes contra, direitos humanos, infância e juventude, contra a humanidade e genocídio, imagens assustadoras registradas por celulares em foto e vídeo eram publicadas na internet. Enquanto se esforçava para evitar interferência estrangeira no país, Al-assad e seus partidários penalizavam a população síria por divulgar as imagens diárias sobre tudo o que acontecia no país, obscurecido pelo isolamento nacional, corte no fornecimento de energia, telefonia fixa e celular, água, alimentos, remédios e internet.

A estratégia inicial era que todas as vezes que um membro da comunidade síria concedesse uma entrevista para agências de notícias internacionais, este seria duramente castigado juntamente com seus familiares, para servir de exemplo para os demais civis.

Mas entre Agosto e Setembro de 2011, o regime sírio percebeu que os esforços para bloquear o vazamento de informações sobre as vitimas e os massacres realizados pelas forças de segurança, o exército sírio e reforço de tropas internacionais, como a Guarda Republicana Iraniana, o Hezbollah e mercenários iraquianos entre outros, estavam sendo anulados pelo astronômico fluxo de envios simultâneos, usando infinitos recursos, inclusive concedendo entrevistas para as principais agências de notícias árabes e ocidentais à partir dos campos de refugiados nos países vizinhos, principalmente na Turquia.

Os nomes dos ativistas citados nas entrevistas e matérias jornalísticas, passaram a figurar numa extensa lista negra do serviço secreto sírio, que invade casas, tortura e mutila familiares em busca destes informantes até os dias de hoje.

Após o vexame que passou diante da suspensão da Síria da Liga Árabe, e a rejeição global e unânime de sua entrevista à agência de notícias ABC, o presidente sírio passou a reconhecer que não havia mais como esconder as crueldades do seu governo, iniciando à partir de então, uma caçada aberta e clara a todos os moradores da Síria, que rejeitam, seu governo e que compartilham com os militares dissidentes, que formaram o rebelde Exército Livre (FSA - Free Syrian Army).

Neste mesmo período, durante os preparativos para as comemorações do NATAL de 2011, o serviço secreto sírio, agentes de segurança e "shabihas" (uma tribo síria mercenária) espalhados pelo mundo passaram a perseguir e matar sírios com nacionalidade estrangeira, que estivessem em concordância, manifestando qualquer tipo apoio público à Revolução Síria ou solidariedade aos seus compatriotas ora massacrados diariamente.

Mas o regime sírio não reconhece limites e as mortes só ganham requintes de crueldade, novos patrocinadores, recursos e tecnologias. Invadindo as redes sociais, em especial o Facebook, cujo nome faz (intencionalmente ou não) alusão a um termo jurídico árabe que trata da separação das leis islâmicas das leis que regem um país árabe em especial.

É hackeando as informações pessoais dos usuários, cada vez mais expostos pelas novas políticas de privacidade das redes sociais, que oferecem o mundo em troca destes dados, é que o regime sírio tem descoberto endereços físicos, por meio de rastreamento do endereço IP, mapeamento dos círculos de amizade, grau de parentesco e localização nos mapas geográficos. Isto sem falar nos números de telefones que são obrigados a ser informados para as redes sociais, para que o usuário tenha direito ao acesso livre às tecnologias disponíveis.

Neste contexto, as redes sociais passaram a repetir histórias de ficção de filmes hollywoodianos e a apresentar um elevado saldo de árabes mortos. Ainda há um número crescente de jornalistas e blogueiros internacionais, mortos por agentes de países repressores como a China, Síria e Iran entre outros.

Logo da "Syrian Rev" Human Rights
Nesta Sexta-Feira 20 de Abril de 2012, um numero enorme de páginas de Facebook ligadas à "Syrian Rev" foram hackeadas pelo serviço secreto sírio na web e passaram a enviar "pedidos de amizade" para usuários que condenam o massacre corrente no país. O resultado tem sido um número de pessoas terrivelmente exterminadas, e este processo está em plena evolução.

Todo este esforço para silenciar as vítimas do regime sírio, a opinião pública, a comunidade internacional, vem na intenção de garantir a manutenção do clã Assad no poder em parceria com o sanguinário partido Ba'ath, que também foi o Partido de Saddam Hussein, durante todo seu regime no Iraque.

Com a triste realidade, pode-se dizer que morte não só vem à cavalo, como navega literalmente na internet.

Síria: Helicópteros atiram em civis em Idlib - Mortandade continua.

A presença de Observadores internacionais não inibiu Hafez Assad durante o maior genocídio da história do país. Desta vez, o genocídio continua na presença dos Observadores das Nações Unidas que não inibem Al-Assad.


Helicóptero militar sobrevoa Idlib em ataques esporádicos "Snapshot"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro - 17 de Abril de 2012 - 09h40 GMT-3.
Atualização: 11:18

O pequeno número de Observadores nunca seria suficiente para cobrir os milhares de focos de conflito na Síria. Objetivando desviar os especialistas para regiões "limpas", os enviados das Nações Unidas são levados para lugares onde os ataques a civis estão suspensos.

por outro lado, bem longe dali, aeronaves militares sobrevoam bairros afastados de províncias como Idlib, praticando tiros esporádicos mortais.

O detalhe é que as atividades militares continuam, embora tenham aparentemente sido reduzidas a ataques isolados à população. Resta saber se os mais de 120 mil prisioneiros estão sendo mantidos íntegros, o que parece ser impossível.

Tanques deslocados para Canto do Monte em Idlib - "Snapshot"
Ainda nesta manhã de terça-feira, comboios militares foram desviados para a região montanhosa de Idlib, em Canto do Monte.

O Comitê de Coordenação de Locais da Síria (LCCS) ainda não divulgou o número de mortos hoje, apenas vídeos e fotos de vítimas isoladas. Mas já da para ver que facilmente ultrapassará de 1 dezena de mártires feitos por este sistema repressivo e desumano.

Na região de Hula, em Homs, as forças de segurança se acercam para dar prosseguimento à repressão e punição da população. Carros militares blindados agora ficam camuflados por coberturas feitas com lençóis.

O site "arabsnews" publicou uma nota informando que "os funerais e os sepultamentos estão PROIBIDOS EM HOMS."

O restante da província encontra-se coberta por pesadas nuvens escuras, como resultado dos bombardeios que só foram interrompidos na passagem desta segunda para terça, mas retornaram há pouco revelando quase um record: 14 mísseis despejados em Homs em apenas 4 minutos, afirma cinegrafista amador.


10;20 GMT-3 Fotos enviadas há cerca de 14 minutos atrás mostram que com o cessar fogo, a população voltou às ruas para pedir o fim do massacre e do regime de Al-Assad. As demonstrações restartaram em todo o país e revelam sorrisos de alívio nos rostos dos jovens manifestantes anti-governistas.

Dr. Abdullah Al-Nafisi: "Irã, Iraque e Hezbollah lutam na Síria agora."

A denúncia do Dr. Abdullah Al-Nafasi foi gravada em vídeo durante o "Seminário sobre a Influência do Irã no Oriente Médio" em que declarou que Irã, Iraque e Hezbollah operam atualmente na Síria, o que vem elevando a números absurdos as vítimas do sistema sírio de regime.

Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 16 de Abril de 2012 - 09h58 GMT-3


Respeitado cientista político kuwaitiano, o Dr. Abdullah Nafasi disse que o esforço iraniano de penetração no Oriente Médio e para manter sua influência, são as razões para que a violência perdure na região. Ainda descreveu o impacto da queda do regime sírio sobre o Irã para o site "wodoo77" Entrevista no vídeo à seguir.


Já no site "alrrayalarabi", o Tareq Al-Hashemi, que agora se encontra refugiado na Turquia após ter 4 mandados de prisão emitidos contra ele sob acusação de terrorismo, afirma que o Irã está usando o espaço aéreo iraquiano para transportar armas para a Síria. De acordo com a fonte, Al-Hashemi afirmou que o Iraque, que se comprometeu em apoiar a Liga Árabe e as Nações Unidas, pode não estar agindo como afirmou, revelando que a oposição síria denuncia que vários iraquianos foram presos em flagrante por contrabando de armas e munições para ajudar o regime sírio.

Tareq Al-Hashemi, que é sunita acredita que os mandados de prisão contra ele tenham cunho político, e acusou o xiita primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki de tentar impedir que denunciasse o agravamento da crise dos Direitos Humanos e da distribuição de riqueza na Síria.



Por outro lado a página NBS no facebook revelou que 6 observadores internacionais (desarmados) enviados pelas Nações Unidas, com o objetivo de garantir o cumprimento do cessar-fogo, chegaram na Síria nesta manhã de segunda. Segundo a fonte os Observadores chegaram para preparar o terreno em antecipação ao envio de um total de 30 observadores internacionais para a região. NBS lembra que a chegada os observadores se deu num momento em que o derramamento de sangue do povo sírio continua, tendo sido registrado o número de 28 mortos só neste Domingo sendo que 15 vítimas foram feitas pelas forças pró-Assad só em Homs.

Novas atualizações desta segunda ainda estão no link a seguir:

SÍRIA: KHALIDYIA SOB BOMBARDEIO DURANTE FIM DE SEMANA.

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