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Archive for 6/24/12 - 7/1/12

Renovado plano de Annan para a transição política na Síria

Hillary Clinton e Barack Obama foram citados por terem elogiado a iniciativa. O General Major Mudd deixou a base da UNSMIS para se unir à comunidade internacional para neste sábado encontrar uma solução ainda pacífica para a crise síria e o pós-assad.


Exército Livre (rebelde) ocupando posições antes dominadas pelo Exército Sírio
Por Saulo Valley para JIRABH (jornalismo Internacional na Revolução Árabe do BlogHumans)
Rio de Janeiro, 30 de Junho de 2012 - 21h15 GMT-3

Mais de 100 mortos hoje contados mas os números podem ser ainda maiores já que as forças pró-assad nem sempre são contabilizadas pela revolução, pelos grupos de Direitos Humanos e o FSA (Exército Livre). Bombardeios em andamento em diversas cidades sírias, cercos militares e invasão de residências para castigar com a morte os que acreditam na liberdade de seus direitos nas mãos do FSA.

O FSA por sua vez tem reutilizado tanques capturados do exército sírio e espalhado minas terrestres nas estradas visando destruir comboios e reforços de tanques, o que constitui um perigo para a população local à médio-longo prazo.

UN

O Plano de Annan reformulado foi elogiado por Barack Obama. Hillary Clinton foi citada pela Reuters como dizendo que que não participaria das reuniões da ONU sobre a Síria até que algo realmente plausível fosse apresentado. Mostrando-se muito interessada no novo plano do enviado especial para a Síria Koff Annan, Hillary Clinton teria confirmado sua presença no que pode ter sido um encontro histórico neste sábado em Genebra.

O plano que prevê o cumprimento de todos os 6 pontos do plano anterior, agora tem o processo de transição de governo com acompanhamento da comunidade internacional. Koff Annan foi citado como dizendo ontem que sem interferência internacional seria impossível cessar a violência no país. Já a Rússia se mostrou interessada na proposta mas acrescentou que gostaria de ter seu próprio pessoal participando do governo. Direita e esquerda (o que realmente tornou a discussão acalorada).

Com uma lista enorme de crimes e violações cometidos pelo regime sírio, agravado pela proibição de fuga dos refugiados para o exterior, acesso a atendimento médico e ajuda humanitária e alimentação. Não deixaram de ser citadas as prisões aleatórias e massivas.

A agência de notícias estatal síria "SANA" destacou a opinião do ministro das relações Exteriores da Rússia que afirmou que Sergei Lavrov em entrevista coletiva no final da reunião, disse que a Rússia se concentrou em eliminar toda e qualquer forma de "ultimato" e que a nova resolução envia uma mensagem clara tanto para o governo sírio como para a oposição, para que busquem imediatamente uma forma de cessar fogo e voltar-se para o diálogo nacional, em colaboração com o Plano de Annan para o cumprimento de todos os 6 pontos já pré-estabelecidos.

A SANA citou Lavrov como dizendo que os "grupos armados" impediram a fuga de civis das cidades e aldeias sitiadas que seriam ajudadas pela Cruz Vermelha. Foi citado ainda como dizendo: 

"...a oposição deveria trabalhar com o Governo, como cumprimento das obrigações do plano de Annan." Sana

Deve ser realmente um plano bom já que a Síria, a Rússia e a ONU estão comemorando...

Citando a ONU como fonte, que se referiu ao enviado Especial Koff Annan como dizendo:

"Estamos determinados a trabalhar urgentemente e de forma intensiva para trazer um fim à violência e abusos dos direitos humanos e com o lançamento de um processo político liderado pela Síria levando a uma transição que corresponde às aspirações legítimas do povo sírio e permite-lhes de forma independente e democrática para determinar seu próprio futuro."
A HRW (Human Right Watch) teve acesso ao rascunho da resolução que foi votada hoje e comentou que o documento exigia "o estabelecimento de um Governo de Transição da Unidade Nacional" que comportaria membros do governo e da oposição. Depois comentou que ficou decidido que ninguém que tiver a ficha ou as mãos sujas de sangue e crimes contra os direitos humanos deverá tomar parte deste suposto governo de transição. O HRW demonstrou na ocasião que esta era sua grande preocupação e pediu para que as pessoas convidadas a fazer parte deste "Governo de Transição", "sejam examinadas as suas credibilidades" e não sejam "implicados em violações graves do direito internacional dos direitos humanos." Estes deveriam ser suspensos e processados, tendo indicado o CCI (Tribunal Penal Internacional) como autoridade competente para julgar tais crimes.


Na prática a proposta deste novo documento é forçar o regime sírio a deixar o poder de forma pacífica, eleger um novo governo popular (lembrando que no último sábado,22 o regime sírio dissolveu o parlamento e na terça formou novo governo usando as mesmas pessoas do governo anterior). Já esta nova resolução prevê ainda que todos os membros do governo sejam julgados por seus crimes após o processo de transição pacífica.

Opinião

Estas e outras razões serão suficientes para que Bashar Al-Assad jamais concorde em deixar o poder. Ele irá preferir morrer no cargo do que entregar sua posição e ainda ser julgado e condenado, até porque ele tem consciência de seus crimes.

Mas a Sana mostrou que a Rússia tem agido como advogada de defesa do governo de Assad, acumulando provas que garantem a lisura das ações do regime em defesa do povo sírio e sua liberdade. Lavrov foi citado pela Sana ainda como que dizendo:

"Não podemos chamar as forças do governo a se retirar das cidades com grupos armados recebendo armas (do exterior) e mídia dos EUA e da Europa mostram isso."

Esta declaração abre novo impasse: Se o FSA depor as armas fatalmente será esmagado pelo regime sírio, assim como faz com crianças, mulheres e idosos. Todos desarmados!

Enquanto que a Síria quer que as forças rebelde deixem de receber armas leves dos EUA e da Turquia, ela continua a receber gigantescos carregamentos do Irã, da Rússia, China e até a Índia foi citada como fornecendo tanques. A HRW pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas um embargo de armas contra a Síria e sua indicação ao Tribunal Penal Internacional pelos relatados crimes contra a humanidade, direitos humanos e crimes de guerra. O enviado Koff Annan foi citado como tendo recebido autoridade para a citação do regime sírio ao TPI.

Atualização dos números

A CCLSy enviou uma nova atualização do número de vítimas dos confrontos entre as forças sírias e as forças rebeldes: 174 pessoas só neste sábado.

97 pessoas morreram só na região suburbana de Damasco. Dessas, 85 pessoas morreram só em zmlka
Em Deir Al-zour 16 vítimas. Em Daara mais 16. Em Hama 14 mortos. 12 em Idlib. 9 morreram em Aleppo. 7 foram os que mrreram em Homs, Lattakia e vilas de Damasco.

Uma bomba explodiu em Damasco logo após a passagem de um velório no bairro suburbano de Zofa. O que teria aumentado radicalmente o número de mortos com relação à média diária. As imagens são muito fortes e apenas permitidas para maiores de 18.


Síria: 51 mortos em novo massacre em Douma-Damasco-sub.

Até onde vai o nível de mortandade na Síria? Nesta quinta dezenas de mulheres, crianças e chefes de família foram torturados e executados no bairro do subúrbio de Damasco, em Douma. Pelo menos 500 militares desertaram para o lado rebelde e 9 pilotos da força-aérea fugiram.




Por Saulo Valley para JIRABH (Jornalismo Internacional na Revolução Árabe do BlogHumans)
Rio de Janeiro, 29 de Junho de 2012 - 07h12 GMT-3

Mergulhado em tristeza e desespero o povo sírio não consegue visualizar um futuro próximo ou distante debaixo desta contínua desgraça humanitária. Por esta razão não há qualquer meio de voltar do ponto onde tudo começou. Enquanto o castigo ao povo sírio vem aumentando drasticamente, sem escolha o povo precisa ir adiante. Matando ou morrendo. Lutando por suas próprias vidas e morrendo por seu orgulho nacional, para não cair na vergonha de se render ao assassino dominador em troca de algumas migalhas que caem de sua farta mesa, regada de carne e sangue humano.

Como o exército sírio não é capaz de enfrentar o exército livre, então sua melhor alternativa é enfrentar manifestantes, opositores políticos, ativitas, mulheres, crianças, idosos, jornalistas e autoridades religiosas. Todos armados apenas coma certeza de inocência e de que não suportam mais viver este doloroso e mortal jugo. Todos ingênuos quanto ao jogo político internacional e mestres em sofrimento nacional.

A prova de que a revolução síria é um fruto gerado à partir da violência de seu próprio governo, é que para cada nova arma empregada pelo sistema, os rebeldes utilizam maios para inutilizá-las. Uma ação completamente defensiva. O que chamamos de contra-guerrilha. Por último os helicópteros russos "tunados" estão sendo esperados por baterias anti-aéreas rebeldes. Uma novidade causada pela força de reação. A novidade síria são os helicópteros equipados para bombardeios.


No decorrer desta sexta-feira dezenas de shabihas foram mortos pelo FSA. Nas últimas 24 horas, quase duas centenas de pessoas foram mortas pelo violento regime sírio e suas milícias. A maioria por armas brancas e armas de fogo.

Nesta sexta o ativista Mike Árab correspondente do JIRABH (BlogHumans) disse que uma operação rebelde levou à morte de 5 líderes do Hezbollah nas proximidades de Damasco. Todos eram surpevisores de equipes militares de iranianos que têm sido acusados de esmagar a população civil. O Exército Livre não reconheceu a identidade do responsável pelo ataque à bomba que ocorreu ontem no estacionamento do Palácio da Justiça. Segundo Mike Árab, o FSA aguarda informações sobre este suposto grupo terrorista que teria instalado bombas num veículo que deixou muitos estragos no local.

Cero militar em Deir Al-Azour definido pelo ativista como "asfixiante" enquanto pelo sétimo dia consecutivo a cidade vive sob completo bombardeio. Há 3 dias a região de Kafar é submetida a pesados bombardeios indiscriminadamente. Relatório das mortes desta quinta-feira revela um número de 120 pessoas como consequência do aumento da pressão do regime sírio para dizimar a oposição armada ao seu governo.

A crise no mercado financeiro piora à partir de agora, com o novo decreto baixado pelo regime tronando ainda mais difíceis as exportações de ouro. De acordo com Mike Árab, mais de mil lojas de ourives foram fechadas nas últimas horas. A nova lei de exportação para o comércio do ouro reduziu a comercialização do produto a 10%.

Atualizando...

ONU: Em 90 minutos discutirá crise Síria e em 1 dia os velhos crimes de Israel.

Neste fim de semana em apenas 1 dia 144 pessoas foram mortas pelo regime sírio. Nesta terça, mais de 85 civis massacrados. Os mais de 15.000 civis mortos em 16 meses de luta contra os crimes da ditadura Assad não serão suficientes para ganhar prioridade das Nações Unidas, que ao invés disto, discutirá por 90 minutos a situação do país e no restante do dia discutirá as velhas acusações e as velhas infrações de Israel, reclama UNWatch.
Presidente sírio em discurso de recepção do novo governo - 27-06-2012  
Por Saulo Valley para JIRABH (Jornalismo Internacional na Revolução Árabe do BlogHumans) 
Rio de Janeiro, 27 de Junho de 2012 - 08h19 GMT-3

Nova sessão das Nações Unidas a ser realizada nesta quarta levantará diversos temas importantes, mas para a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, os simplórios 90 minutos destinados à discussão do massacre corrente na síria são insuficientes.

Crimes contra médicos e pacientes

Jamil Nasser, um ativista sírio colaborador do BlogHumans disse nesta manhã que o regime sírio está adotando a estratégia de "cortar as mãos dos médicos que socorrem opositores feridos pelas forças de repressão da Síria". Outro relato vindo de Homs e de Hama é que há grupos de extermínio operando dentro dos hospitais que aplicam injeções letais em qualquer pessoa ferida que dá entrada nas enfermarias. Segundo as fontes ligadas à área da saúde que não podem ser identificadas, agentes do governo se passam por funcionários da saúde e aplicam as injeções que matam os pacientes em até 24 horas.

Guerra

Enquanto isto os confrontos continuam com crescente nível de violência. Uma guerra civil não-declarada pela comunidade internacional. Nesta manhã fomos informados por fonte desconhecida e não confirmada que uma rebelião acontece agora no batalhão de tanques na cidade de Deir Al-Azour. De acordo com a fonte pelo menos 47 tanques sírios foram incendiados (não-confirmado ainda). O ativista membro do JIRABH Jamil Nasser disse nesta quarta que o presidente sírio discursou hoje declarando:

"Estamos em caso de uma guerra real, em todos os sentidos do significado da palavra." Bashar Al-Assad foi citado como dizendo.

Esta declaração foi feita nesta terça pelo presidente sírio durante a apresentação oficial do "novo governo" após a dissolução da antiga estrutura no último sábado, quando emitiu o decreto nº 210 para a formação do novo governo. Os membros do governo são os mesmos da estrutura anterior. Agora com a chefia do Dr. Riad. O presidente sírio pediu ao novo governo para melhorar a comunicação com o povo sírio e conceder mais informações além de buscar implementar "reformas administrativas" visando a manutenção da "infraestrutura" do governo "outrora devastada pelos terroristas" - disse a SANA agência de notícias do governo. De acordo ainda com a SANA, o governo sírio deverá reforçar as relações com a "Rússia, países do Oriente, América do Sul e África."

Nasser também informou que nesta manhã um funeral rebelde enterrou 106 pessoas ligadas à segurança síria.

Síria: Silêncio mortal: Ativistas se calam diante do desinteresse global.

As mortes na Síria  não param. A escalada de violência cresce com a corrida desesperada do regime sírio para esmagar seus opositores, que neste momento estão completamente sozinhos e com escassez de suprimentos. Na sexta, o saldo de mortos chegou a 144. Mas ninguém fala a respeito. Os ativistas estão em silêncio.


Por Saulo Valley para JIRABH (Jornalismo Internacional na Revolução Árabe)
Rio de Janeiro, 24 de JUnho de 2012 - 08h59 GMT-3

Logo após o anúncio do chefe da UNSMIS sobre a suspensão do trabalho dos Observadores na Síria em decorrência da crescente violência, um silêncio ensurdecedor tomou conta da comunidade internacional de ativistas de Direitos Humanos e ativistas políticos. Após 16 meses de confrontos intensos, saldo médio de mais de mil mortes de civis por mês e enorme desgaste físico e emocional, sem falar os mais de 500 ativistas sírios que pagaram com a vida... Nada mudou.

Bashar Al-Assad continua oprimindo, reprimindo e destruindo tudo e todos ao seu redor. Comunidade internacional cansada de confirmar as causas das mortes no país, procura os meios mais controversos possíveis, enquanto fala sobre cessar definitivamente a mortandade, cria oportunidades para que as mortandades continuem em ritmo cada vez mais acelerado e crescente. De que forma? Se limitando a declarações fortes e concedendo mais prazos ao ditador Bashar Al-Assad para cessar a violência. Pedir para o regime sírio cessar a violência de forma imediata é o mesmo que ordenar que esmague a oposição em 24 horas. Pressão esta que vem também da China, Rússia, Iran, Venezuela e Índia, dentre tantos aliados.

Na prática mais de 80% dos ativistas deixaram de falar sobre a Síria no decorrer das últimas 2 semanas. Este sinal claro de desgaste e revolta tem completa ligação com a situação crítica que as Nações Unidas têm se encontrado. Dividida entre estados pró-assad e anti-assad, a ONU parece a Síria. A maioria é contra, mas a minoria é mais forte (china, Russia, Irã, Índia, entre outros).

Um apagão de informações natural que atingiu a internet, sem que o regime sírio tenha sido diretamente responsável, apesar de ser a razão da angústia internacional que levou milhares de ativistas a se calarem mediante a tão macabra campanha política armada contra sua oposição...

A tendência é o povo sírio se fechar em sua própria guerra, aliando-se a grupos e milícias independentes e privadas


..ou se deixando massacrar como ovelhas mudas no matadouro. Um castigo lastimável.

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