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Archive for 6/10/12 - 6/17/12

Síria: Ataque a Observadores obriga ONU a suspender missão de paz.

O chefe da UNSMIS suspendeu a atividade da missão dos Observadores depois que constatou a escalada desenfreada da violência armada e que uma das viaturas oficiais foi violentamente atacada nesta terça.

Algumas das marcas da violência contra os observadores, casadas por ataques
de civis usando barras de ferro em Al-Haffah 12-05-2012 "Snapshot"
Por Saulo Valley para JIRABH (Jornalismo Internacional na Revolução Árabe do BlogHumans)
Rio de Janeiro, 16 de Junho de 2012 - 19h20 GMT-3 Atualização 21h59

O regime sírio repetiu a estratégia para manter os Observadores em completo risco, à fim de impedir que novas provas de crimes do governo fossem coletadas em função dos muitos massacres de dezenas de civis quase todos os dias no país. Esta estratégia foi utilizada para que a Liga Árabe acabasse desistindo da manutenção do plano de paz e recolhesse seus observadores. Em função da violência a qual a missão estava exposta, e reclamando da "falta de interesse das partes envolvidas num cessar fogo" o diálogo entre a Síria e a Liga Árabe foi interrompido e os arquivos foram transferidos para as Nações Unidas. Foi em Abril de 2012 que a Missão de Observadores das Nações Unidas deu início à tentativa frustrada de intermediar o diálogo entre regime sírio e oposição.

Na semana passada o chefe da UNSMIS Major General Robert Mood revelou que populares haviam atacado violentamente o comboio de observadores na entrada de Al-Haffah, durante a a ocupação do exército sírio, que deixou a comunidade internacional apreensiva.

Segundo os relatórios mais recentes divulgados pelas Nações Unidas, os últimos 10 dias têm se mostrado extremamente difíceis para a missão.

"A escalada da violência está limitando nossa capacidade de observar, verificar, relatório, bem como auxiliar no diálogo local e projectos de estabilidade", afirmou o Maj. Gen. Robert Mood em coletiva de imprensa em Damasco na Quinta. Ver vídeo em inglês:

"A falta de vontade das partes para buscar uma transição pacífica, e o impulso para alcançar posições militares avançadas está aumentando as perdas de ambos os lados: civis inocentes, homens, mulheres e crianças estão sendo mortas todos os dias. Também representam riscos significativos para nossos observadores." completou.
O chefe da missão afirmou que os observadores e recolherão para sua base de operações na Síria e aguardarão novas ordens. Disse que a equipe tem muita vontade para continuar cumprindo se dever, mas pretende voltar a atuar assim que perceber que as condições estiverem favoráveis.

"... o Governo sírio tomou algumas medidas - como chegar a um acordo sobre modalidades para fornecer apoio humanitário - a realidade é que o uso da força continua com uma intensidade alarmante", os relatores especiais, disseram em um comunicado em conjunto. "As medidas tomadas são insuficientes." - Disse a missão.
Em resposta à declaração do chefe da Missão de observadores, a SANA (agência de notícias estatal da Síria) publicou o que seria uma fala do Min. de Negócios Estrangeiros Gen. Maude:

"..A Síria afirma o seu respeito para o Plano Annan e seu compromisso com a segurança absoluta da vida dos observadores" Sana Syria.

Na matéria seguinte revela o esforço do regime para perseguir os "terroristas" que entram pelo Líbano e pela Turquia (FSA Exército Livre formado por dissidentes do exército regular sírio e se uniram à oposição ao regime Al-Assad), ainda uma outra matéria de capa que cita o especialista russo Igor Korothenko como afirmando que a Síria enfrenta uma "conspiração externa que envolve Washington, Londres e França, Turquia, Qatar e Arábia Saudita.

Relatório da CCLSy (Comitê de Coordenação de Locais da Síria) revelou que 48 pessoas foram mortas pelo regime sírio nesta sexta em todo país.


  • 12 mortes nos subúrbios de Damasco
  • 9 em Homs
  • 10 martyrs em Daraa
  • 6 em Deir Ezzor
  • 6 em Aleppo
  • 2 em Damascus
  • 2 em Idlib
  • 1 em Raqqa

ONU: Ban Ki-moon condena ataque a Homs e pede acesso a Al-Haffa para UNMIS.

O secretário Geral das Nações Unidas Ban Ki-moon, condenou a escalada de violência na síria, com base nos relatórios provenientes da missão de paz implantada no país. Em declaração divulgada pelas Nações Unidas nesta  segunda, Ki-moon alertou sobre a progressão militar do governo sírio contra a cidade de Al-Haffa (que se encontra completamente cercada), e pediu a liberação do acesso dos Observadores na região.

Tanque sírio abrindo fogo (literalmente) contra construções civis. "Snapshot
Por Saulo Valley para JIRABH (Jornalismo Internacional na Revolução Árabe do BlogHumans)
Rio de Janeiro, 12 de Junho de 2012 - 08h19 GMT-3

Determinado a vingar a população síria e dar fim ao persistente regime sírio de ditadura, o FSA (Exército Livre Sírio) iniciou uma campanha pelo fim imediato do governo liderado pelo Partido Ba'ath, representado pelo presidente Bashar Al-Assad. Esta iniciativa consiste em "ações militares inteligentes e coordenadas", disse o coronel Riad Alassaad do comando geral do exército rebelde. Este tem reclamado o "direito de defesa e vingança do povo sírio", uma vez que o próprio governo sírio lidera uma campanha de terror, extermínio e sectarismo contra seu povo; em resposta ao silêncio da Comunidade Internacional que assiste a crise com diálogos repetitivos há 15 meses, gerando a morte de mais de 15.000 civis desde 15 de Março de 2011.

Ban Ki-moon condenou em especial os bombardeios de regiões populares, exclusivamente residenciais. O "bombardeio de centros populacionais e ataques contra a infra-estrutura civil por todos os lados, o que prejudica a prestação de serviços essenciais e agrava a crise humanitária." declarou.

Enviado da ONU Koff Annan lamenta fracasso do cessar-fogo na Síria
"Snapshot"
O secretário-geral defendeu o cumprimento dos seis pontos previstos no "Plano de Annan", tratado de cessar-fogo assinado entre a Síria e a ONU em 2011 (mas que nunca foi cumprido pela parte síria), como meio de abrandar a violência armada e proteger a população civil. O site alemão de notícias "tagesschau" destacou a declaração de Koff Annan que no último Domingo "lamentou o fracasso do seu Plano de Paz" na Síria.

A declaração do Secretário-Geral das Nações Unidas, condenou o desdobramento das operações militares do ambos os lados em terrenos residenciais, tendo os serviços básicos essenciais sido atacados sistematicamente pelo regime sírio, deixando milhares de pessoas sem moradia, comida, água, atendimento médico, remédios, roupas e sem destino. Dispersadas pela perseguição armada implementada pelo regime sírio como forma de "devolver e garantir a estabilidade e soberania da Síria", as populações estão migrando de uma cidade para outra, enquanto vão sendo perseguidas e assassinadas por milícias governistas e forças de segurança, por onde quer que passem. Cidades descritas como "reduto da oposição" ao regime de Al-Assad, têm sido amplamente bombardeadas, como o caso de Houla, que logo após as notícias do massacre do dia 25 de Maio ter ganho o mundo, tornou-se uma aldeia-prisão.

O site alemão tagesschau exibe videos que descrevem os pesados ataques do exército sírio contra as habitações populares nos chamados "redutos da oposição" de todo o país.

video

No-Fly-Zone

Neste contexto o presidente americano Barack Obama tem sido reportado por inúmeros sites americanos de notícias e de inteligência militar como em processo de aceleração da imposição do No-Fly-Zone na Síria que teria sido deflagrado em consequência do Massacre de Houla. Agências internacionais revelam que Al-Assad tem condenado qualquer especulação de intervenção militar na Síria. A Agência estatal síria SANA tem destacado a "Determinação da Rússia, China e Iran" para intervir em defesa do regime sírio no caso da invasão militar internacional.

NO FLY ZONE: Síria esmaga Homs. Muitos mortos e feridos nas ruas SOS!

Homs está há 4 dias sob violento bombardeio, uma prova de que a inteligência síria vive dias de completa ignorância. Matar toda uma população como única forma de derrotar a oposição ao governo de Bashar Al-Assad e o partido Ba'ath. A situação critica da população civil de Homs é estarrecedora. Há relatos de corpos e feridos nas ruas sem qualquer possibilidade de resgate enquanto os bombardeios e os tiros aleatórios cortam os ares da província em todas as direções e possibilidades.

by DEBKfile "Snapshot"
Por Saulo Valley para JIRABH (Jornalismo Internacional da Revolução Árabe do BlogHumans)
Rio de Janeiro, 11 de Junho de 2012 - 19h35 GMT-3
Atualização: 21:29

As ativistas internacionais Isabelle Prax e Tizy Italy ligadas ao "BlogHumans" enviaram mensagens desesperadas de socorro em nome do povo sírio. De acordo com o pedido de socorro enviado pelo povo de  Homs e retransmitido pela Isabelle Prax, depois de 4 dias de bombardeios e tiroteios, os feridos se encontram impossibilitados de qualquer socorro médico. Por mensagem a ativista disse que não há remédios nem médicos. As pessoas estão morrendo sem qualquer ajuda. Muitas estão morrendo por hemorragia depois de terem sido feridas pelas forças governistas.

A ativista Judy Prebell pediu oração pela vida do povo sírio nas cidades de Rastan e Hefah, em especial nesta noite. De acordo com o Site "Telegraph" que citou a porta-voz dos Estados Unidos Victoria Nuland como expressando "profundo alarme" depois que imagens via-satélite mostraram as duas regiões completamente cercadas pelos tanques e a artilharia do exército sírio regular. A fonte citou ainda Koff Annan, o enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe para os assuntos em curso na Síria, como reportando um ataque aéreo por parte do regime sírio em Hafah, um dos redutos da oposição.

A agência americana CNN nesta segunda questionou: 

"Obama está protelando na ação contra a Síria por causa da reeleição?"


NO FLY ZONE

Enquanto isto o presidente Barack Obama foi citado pelo site "DEBKAfile" especializado em inteligência militar, que disse que o presidente americano estaria tentando se antecipar aos eventos em curso na Síria (temendo um novo  massacre com uso de armas químicas), buscando acelerar os procedimentos para a implantação do No-Fly-Zone. A fonte citou o presidente Obama com apresentando o briefing da missão para militares da Marinha dos Estados Unidos, num navio já próximo à Síria:

"Sua missão será a de derrubar regime central Assad e centros de comando militares, de modo a abalar a estabilidade do regime e restringir o exército sírio e atividade da força aérea para subjugar ação rebelde e causando a violência sobre as populações civis."


A fonte foi citada pelo site "infowars" que Obama teria citado seus superaliados, a França e a Grã-bretanha, como participantes desta operação. A úlitma fonte, por sua vez disse que o trabalho de aceleração da implementação do "No-Fly-Zone" na Síria veio em consequência de uma declaração do Chanceler Russo Sergei Lavrov como dizendo:  
"...a Rússia será apenas feliz em apoiar esse resultado" (a derrubada de Assad), sugerindo Moscou abrandou na idéia de mudança de regime na Síria."

O site "infowars" ainda ressaltou que a intervenção militar americana não teria apoio do congresso americano, mas que a soberania das Nações Unidas "prevaleceria" sobre as posições do governo americano.

Por outro lado a China mostrou-se contrária à evolução Norte-americana no pacífico e o site "prisonplanet" citou o site noticioso "Economic Times" que destacou:

"China está aumentando sua capacidade de mísseis convencionais para realizar lançamentos múltiplos..."
Cuja proposta seria a de imobilizar os navios americanos na região. As fontes citaram ainda o oficial Tan Weihong, comandante das forças de Artilharia da China que teria dito:

"mísseis convencionais são um trunfo na guerra moderna. Então, devemos estar prontos a qualquer momento. Temos de ser capazes de fornecer uma resposta rápida aos ataques, acertar os alvos com alta precisão, e destruí-los totalmente."
A matéria completa foi publicada pelo site "Business Insider" que alertou que a China está se preparando para enfrentar os EUA. Mas esta afirmação pode estar se referindo somente a caso da expansão americana na região do pacífico, mas pode significar sua possibilidade de retaliação em caso de invasão na Síria, que tem defendido de forma ferrenha, ao lado da Rússia, Índia e Venezuela, dentre outras ditaduras.


UNIMIS

Um fato que vinha revelando profundas mudanças de atitudes da comunidade internacional, pode ser percebido à partir do site oficial da UNIMIS (a missão de pacificação das Nações Unidas na Síria).
Aqueles vídeos e fotos embebedados de sangue que sites somo o Google estavam bloqueando, estão sendo postados na página oficial da organização. A diferença só é que os vídeos são gravados diariamente pelos Observadores em missões na Síria.

No canal do Youtube oficial da missão, as imagens que comprovam os crimes do regime sírio sob a liderança do presidente Bashar Al-Assad:


Não na contra-mão dos massacres, a missão tem demonstrado que sua estratégia consiste em "seguir os passos do regime", ao invés de ir de encontro a eles. Isto tem provocado muitos protestos da população síria, que critica o fato dos agentes nunca estarem presentes no momento que os ataques acontecem. Acusados de omissão ou de conivência com o regime de Al-Assad, os Observadores claramente seguem pistas, registram e catalogam todos os rastros que o a violência síria deixa para trás. Estes dados terão grande valor quando em preparação da acusação formal do regime sírio por crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional. Agora só resta saber se o final de Al-Assad será o mesmo de seu falecido pai, que viveu e morreu luxuosamente, apesar de todo o genocídio comprovado contra ele pelo ICC.

Oposição Síria

Uma gigantesca rebelião tem sido notada nas linhas do exército sírio. Várias fontes ligadas ao FSA (Exército Livre) tem se referido a "centenas de dissidentes" como tendo ingressado para o lado da oposição desde ontem em Idlib e em Homs. Defecção esta que foi louvada no site rebelde "Syrian Revolution News Round-up".

A página da Coordenação da Revolução em Homs lembrou que o saldo de 15.000 opositores ao regime mortos em 15 meses de revolução, poderia significar que para cada mês de luta pela democracia, pleo menos 1000 pessoas morreram assassinadas pelo governo sírio. Um estatística assombrosa!

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